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Inquérito aponta suspeitas de venda de vagas, falhas de segurança e gabaritos idênticos em provas; órgão requer devolução de taxas e novos editais em 180 dias.

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou uma ação na Justiça pedindo o cancelamento definitivo dos concursos públicos e do processo seletivo promovidos pela Prefeitura de São José de Ribamar. Organizados pelo Instituto Social da Cidadania Juscelino Kubitschek (IJK), os certames (Editais nº 001/2026, 002/2026 e 003/2026) ofereciam vagas para a Saúde, Educação e Guarda Civil Municipal, somando mais de 62 mil inscritos.

A solicitação dá sequência à suspensão das seleções obtida pelo MPMA em setembro e mantida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). O inquérito civil revelou indícios graves de irregularidades, como denúncias de comercialização de vagas antes mesmo da publicação dos editais, falhas na segurança na aplicação das provas, descumprimento de regras de acessibilidade e padrões atípicos de correção — com cadernos de respostas idênticos entre candidatos que realizaram exames em salas e locais distintos, inclusive com os mesmos erros.

O órgão ministerial requer a anulação total dos certames ou a invalidação das vagas com fraudes comprovadas. Além disso, pede o ressarcimento integral dos valores das inscrições aos candidatos e determina que a gestão municipal realize novos concursos no prazo máximo de 180 dias após o trânsito em julgado.

Para aprofundar a apuração criminal, o MPMA também solicitou que o IJK forneça os registros eletrônicos e logs de sistema para a realização de perícia técnica.

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O Ministério Público do Maranhão manifestou-se pela declaração de inconstitucionalidade das leis estaduais que atualizaram as divisas de Paço do Lumiar com São José de Ribamar e Raposa, em 2017. No parecer, o órgão sustenta que as mudanças territoriais ocorreram sem consulta prévia às populações interessadas, por meio de plebiscito.

Assinado em 16 de junho de 2026 pelo subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Francisco das Chagas Barros de Sousa, o documento integra a ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos. O processo tem como relator o desembargador Cleones Carvalho Cunha, no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Maranhão, e está pautado para julgamento na sessão do Órgão Especial do TJMA marcada para o dia 4 de novembro.

A ação questiona as leis nº 10.648/2017 e nº 10.650/2017. Segundo a Prefeitura de Paço do Lumiar, as normas transferiram para municípios vizinhos áreas que reuniam aproximadamente 40 mil habitantes. Entre as localidades citadas estão Olho de Porco/Uricutiua, Vassoural/Parque Jair e Pátio Norte/Saramanta, incorporadas a São José de Ribamar.

O município alega que a redução populacional provocou a queda de seu coeficiente no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), de 4,0 para 3,8, com perda anual de arrecadação estimada em R$ 37 milhões. Também aponta impactos na prestação de serviços públicos, na arrecadação de tributos e na regularização de imóveis.

Na manifestação, o Ministério Público rejeita o argumento de que as leis promoveram apenas ajustes cartográficos. Para o órgão, houve efetiva alteração territorial, com consequências sobre receitas, serviços e competências administrativas, o que exigia participação popular.

O governo estadual defendeu a constitucionalidade das normas, afirmando que elas apenas adequaram a representação cartográfica a limites já existentes e decorreram de acordo homologado pela Justiça Federal. O Imesc informou que os trabalhos técnicos tiveram participação dos municípios envolvidos. A Assembleia Legislativa também defendeu a validade das leis.

São José de Ribamar contestou a competência do TJMA e a utilização da ação direta para discutir o caso, além de defender a improcedência do pedido. Raposa, por sua vez, posicionou-se favoravelmente à declaração de inconstitucionalidade da lei referente à sua divisa com Paço do Lumiar, com restabelecimento integral da situação anterior entre os municípios envolvidos.

O parecer recomenda que o Tribunal rejeite as contestações processuais e julgue procedente a ação por ausência de plebiscito. A manifestação do Ministério Público não equivale a uma decisão judicial.

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A Polícia Federal (PF) indiciou nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, o fundador do Banco Master, Daniel Bueno Vorcaro, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Rodrigues Costa, e outros 13 investigados por suspeita de envolvimento em fraudes bilionárias contra o sistema financeiro nacional.

O indiciamento consta em um relatório parcial encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os investigadores, Vorcaro e Paulo Henrique Costa ocupam posições centrais no esquema sob apuração.

Quem são os 15 indiciados

Daniel Bueno Vorcaro

Paulo Henrique Rodrigues Costa

Augusto Ferreira Lima

Ângelo Antônio Ribeiro da Silva

Alberto Félix de Oliveira Neto

Luiz Antonio Bull

Dário Oswaldo Garcia Júnior

Allan da Silva Machado

Daniel Lopes Monteiro

André Felipe de Oliveira Seixas Maia

Henrique Souza e Silva Peretto

Cristiane Maria Lima Bukowitz

Luana de Andrade Ribeiro

Diogo Ilário de Araújo Oliveira

José Maria Correa Dias Junior

Investigação envolve operações entre o Master e o BRB

O caso é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras e irregularidades envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas à sua administração.

Em fases anteriores, a Polícia Federal apontou suspeitas de pagamentos indevidos ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, por meio de imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões. Segundo as investigações, há indícios de que pelo menos R$ 74 milhões teriam sido pagos em vantagens indevidas. Costa nega as acusações.

O relatório parcial encaminhado ao STF reúne elementos sobre a possível participação dos 15 investigados. O indiciamento, porém, não representa condenação, e as responsabilidades individuais ainda dependem da análise das autoridades competentes.

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 28, a Operação Indefeso, que investiga um esquema de fraude na concessão do Seguro Defeso. A apuração aponta que o grupo poderia causar um prejuízo de até R$ 10 bilhões aos cofres públicos em cinco anos. Cerca de 160 policiais participam da operação, que cumpre 35 mandados de busca e apreensão em 16 municípios maranhenses e determinou o afastamento cautelar de dois agentes públicos investigados.

Ao todo, cerca de 160 policiais federais participam da operação, que cumpre 35 mandados de busca e apreensão em 16 municípios maranhenses. A Justiça também determinou o afastamento cautelar de dois agentes públicos que são investigados por suposta participação no esquema. Outras 17 medidas cautelares diversas da prisão foram impostas aos investigados.

As medidas têm como objetivo interromper a atuação do grupo, preservar as provas e impedir a continuidade das práticas investigadas. Também foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados. A medida busca garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e evitar que o patrimônio supostamente obtido por meio das atividades criminosas seja ocultado ou transferido.

De acordo com as investigações, o esquema teria utilizado informações falsas inseridas em sistemas governamentais, documentos fraudulentos e a atuação conjunta de agentes públicos e particulares para viabilizar a concessão indevida do Seguro Defeso. Os indícios reunidos até o momento apontam para uma estrutura organizada para fraudar o benefício e gerar pagamentos irregulares.

As análises realizadas pela Polícia Federal e pela CGU indicam que, caso o esquema continuasse funcionando, o prejuízo potencial aos cofres públicos poderia chegar a aproximadamente R$ 10 bilhões em um período de cinco anos. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos de alto valor, armas, documentos e aparelhos celulares que poderão auxiliar no aprofundamento das investigações.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistema informatizado da Administração Pública, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A investigação continua com a análise do material apreendido durante a operação. As equipes também devem aprofundar as diligências para identificar outros possíveis integrantes do esquema, esclarecer o funcionamento da organização e dimensionar com precisão os prejuízos provocados aos cofres públicos.

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A prefeita Esmênia Miranda (PSD) sofreu uma derrota na Câmara Municipal de São Luís nesta terça-feira (27). Por 17 votos a nove, os vereadores rejeitaram o veto integral à nova Lei de Zoneamento, Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, mantendo as 133 emendas acrescentadas ao projeto durante a tramitação legislativa. A votação ocorreu em sessão extraordinária e expôs o distanciamento entre o Executivo e o Legislativo em torno das regras que vão orientar o crescimento da capital maranhense.

O principal ponto de divergência é a extensão das mudanças feitas pelos parlamentares. Esmênia considerou que as alterações comprometeram a proposta elaborada pela Prefeitura após quase três anos de discussões, nove audiências públicas e cerca de 60 reuniões com participação do Conselho da Cidade. Para a prefeita, as modificações, inclusive nos mapas de zoneamento, descaracterizaram o resultado dos estudos técnicos e das consultas à população.

A maioria dos vereadores, entretanto, sustentou que a Câmara tem autonomia para modificar projetos encaminhados pelo Executivo e criticou a falta de diálogo com a administração municipal. Raimundo Penha (PDT) afirmou que o governo poderia ter procurado os parlamentares para discutir os pontos de discordância antes de recorrer ao veto integral.

“A prefeitura tem vários secretários que podiam vir até essa casa e dialogar. Então, o meu voto hoje é porque eu acho que a forma de diálogo precisa ser modificada”, declarou o vereador. Ele também rebateu a ideia de que a Câmara deveria apenas aprovar o texto enviado pela prefeita. “O parlamento municipal não é um órgão chancelador, ele é um órgão de discussão e é o órgão que vota”, acrescentou.

Wendell Martins (Podemos) defendeu que eventuais problemas nas emendas fossem apresentados de maneira individualizada, para permitir uma avaliação dos pontos considerados irregulares. Já Beto Castro (Avante), eleito para presidir a Casa no próximo biênio, afirmou que a atualização das normas urbanísticas é importante para atrair investimentos, movimentar a construção civil e gerar empregos. Os dois também cobraram maior interlocução com a Prefeitura.

Do outro lado, vereadores contrários à derrubada do veto alertaram para os riscos de aprovar mudanças sem o mesmo nível de análise aplicado à proposta original. Thay Evangelista (União Brasil) reconheceu que o projeto do Executivo não era isento de discordâncias, mas defendeu maior rigor na avaliação das emendas.

“Algo tão sério e tão delicado, que impacta tanto a nossa cidade, não pode sofrer alterações pontuais sem a mesma profundidade de debate e de estudo”, afirmou.

O co-vereador Jonathan Soares, do Coletivo Nós (PT), apontou possíveis conflitos entre algumas modificações e as regras federais de proteção ambiental, sobretudo em relação às áreas próximas a cursos d’água. Douglas Pinto (PSD), por sua vez, criticou a ausência de uma nova consulta popular para discutir as mudanças.

“Foram 133 emendas apresentadas que excluíram a participação popular. Isso é grave”, declarou Douglas, que disse apoiar o desenvolvimento da cidade, desde que sejam respeitadas as exigências legais e ambientais.

A votação também deixou evidente o risco de a disputa ultrapassar os limites do Legislativo municipal. Astro de Ogum (PCdoB), que inicialmente havia anunciado abstenção, mudou de posição e votou pela manutenção do veto. O vereador defendeu um acordo entre os poderes e advertiu sobre a possibilidade de a matéria parar na Justiça. Antônio Garcez (PP), por sua vez, alterou seu posicionamento e votou pela derrubada.

Após o resultado, o presidente da Câmara, Paulo Victor (PSB), determinou o envio da decisão à Procuradoria da Casa para comunicação oficial à Prefeitura. A rejeição do veto, contudo, não afasta possíveis questionamentos judiciais sobre a legalidade das emendas, especialmente quanto às normas ambientais e à participação popular.

A nova legislação busca atualizar as regras de ocupação do solo de São Luís, cuja referência legal remonta à década de 1990. O projeto foi aprovado em setembro por 21 votos a um, depois de passar pela análise de 133 emendas. Na ocasião, Douglas Pinto foi o único voto contrário ao texto final, enquanto o Coletivo Nós deixou o plenário antes da votação por discordar da apreciação das alterações em bloco.

Ao anunciar o veto, Esmênia afirmou que a versão aprovada não correspondia ao conteúdo debatido durante o processo de elaboração. A prefeita havia defendido a retomada da proposta original caso os vereadores mantivessem o veto, com a possibilidade de novas alterações mediante estudos técnicos e discussão pública.

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Moradores do Maranhão voltaram a fazer graves denúncias contra a prestação de serviços públicos geridos pelo Governo do Estado. Nesta terça-feira (27), o alvo das reclamações foi o posto do Viva Procon localizado no São Luís Shopping, que estaria operando em condições extremamente precárias e com severo déficit de funcionários.

Segundo relatos da população, a unidade conta com apenas dois servidores para absorver uma demanda considerada altíssima. A escassez de pessoal tem gerado longas filas e tempo excessivo de espera para quem busca atendimento. Para piorar a situação, usuários denunciam que os poucos profissionais presentes estariam utilizando aparelhos celulares durante o expediente, negligenciando a assistência aos cidadãos.

Lentidão na rede estadual de saúde

A precariedade nos serviços do Procon soma-se aos problemas registrados na rede estadual de saúde na última semana. Pacientes e acompanhantes denunciaram que unidades hospitalares do Estado suspenderam a realização de cirurgias programadas devido a falhas no sistema de refrigeração. Com os aparelhos de ar-condicionado quebrados — o que inviabiliza procedimentos cirúrgicos por questões sanitárias e de biossegurança —, não há previsão oficial para a normalização das rotinas médicas.

O espaço permanece aberto ao Procon-MA, à Secretaria de Estado da Saúde (SES) e ao Governo do Maranhão para os devidos esclarecimentos. do JIB

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A Polícia Civil do Maranhão ouviu, nesta segunda-feira (26), os três homens investigados por suspeita de apologia ao nazismo e ao fascismo durante uma manifestação de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), realizada no último sábado (24), no município de Grajaú.

Segundo o delegado Assis Ramos, superintendente de Polícia Civil do Interior (SPCI), além dos depoimentos, foram apreendidas as três camisetas utilizadas pelos investigados, que continham frases e símbolos associados às ideologias nazista e fascista.

“Nós acabamos de fazer oitiva aqui dos três indivíduos investigados por ter feito aí divulgação, fotos, postagens, fazendo alusão ao fascismo, ao nazismo. Nós fizemos oitiva deles. Apreendemos também as camisetas, as três camisetas, que tinham essas frases”, afirmou o delegado.

Com a conclusão das primeiras diligências, o procedimento será encaminhado à Polícia Federal (PF), que ficará responsável pela continuidade das investigações.

“Diante da situação, nós concluímos que cabe à Polícia Federal dar sequência nas investigações. Estamos remetendo tudo para a Polícia Federal e a parte que cabe à Polícia Civil já foi feita”, acrescentou Assis Ramos.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de uma fotografia nas redes sociais mostrando os três homens usando camisetas com referências ao nazismo, incluindo uma montagem do ex-presidente Jair Bolsonaro com elementos de um uniforme nazista, além de uma inscrição em inglês em defesa do fascismo.

Na imagem, os investigados aparecem próximos a uma viatura da Polícia Militar. Após a repercussão, os perfis dos envolvidos nas redes sociais foram desativados.

O governador Carlos Brandão (MDB) repudiou o episódio e informou que o caso havia sido encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) e à Polícia Federal.

“As imagens são revoltantes. Não podemos tolerar manifestações de apologia a ideologias responsáveis por tantas atrocidades”, declarou o governador.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) informou que os homens foram identificados pela Polícia Militar e que o 37º Batalhão formalizou um boletim informativo sobre o episódio.

Agora, caberá aos órgãos competentes avaliar as circunstâncias do caso e a eventual configuração de crime eleitoral ou de outra infração penal.

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) a abertura de um inquérito na Polícia Federal para investigar suspeitas de interferência e financiamento estrangeiros nas eleições presidenciais brasileiras. A informação é da CNN Brasil.

Segundo a reportagem, a apuração deverá examinar a eventual origem, circulação e destinação de recursos estrangeiros para a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno.

A decisão atende a um pedido apresentado pelo PT antes do primeiro turno, mas analisado somente agora. A solicitação foi feita em um processo que discute a possibilidade de municípios brasileiros recorrerem à Justiça no exterior para buscar indenizações por danos causados no Brasil.

Entre os pontos a serem esclarecidos está uma possível atuação no país do grupo conservador Rockbridge Network, fundado pelo vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance.

A investigação deverá verificar se houve participação estrangeira na disputa e eventual financiamento à candidatura. A abertura do inquérito não representa comprovação das suspeitas.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e está proibido de deixar o Brasil. Segundo ele, a determinação é do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi comunicada após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O senador do PL deve entregar todos os seus passaportes, incluindo o comum e o diplomático.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o candidato derrotado à Presidência relatou que foi abordado por agentes quando saía da residência do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.

Flávio afirmou que a decisão teve como fundamento uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, feita em 23 de outubro, de que ele deveria deixar o Brasil caso perdesse a eleição. O senador negou ter manifestado essa intenção.

“A decisão do Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, que eu deveria deixar o país se perdesse a eleição. Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?”, questionou.

O parlamentar classificou a medida como uma tentativa de intimidação e afirmou que cumprirá a determinação, mas a contestará.

“Clara tentativa de me intimidar, mas ninguém vai me calar”, declarou. “Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração”, acrescentou.

Flávio é investigado no STF junto com o advogado Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro.

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Permanência do PT no Planalto fortalece grupo governista e reconfigura o espaço da oposição no Estado rumo a 2028 e 2030

A confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reorganiza o xadrez político do Maranhão e redefine as expectativas de poder das principais lideranças estaduais em Brasília. O resultado do pleito presidencial traz alívio, fôlego renovado e novas perspectivas para a base aliada, ao mesmo tempo em que impõe desafios de articulação à oposição maranhense.

Quem ganha fôlego e projeção

No campo governista, o governador Carlos Brandão (MDB) e a senadora Eliziane Gama (PT) ganham novo ímpeto para articular seus futuros políticos. A manutenção da aliança com o Palácio do Planalto ameniza os impactos de percalços eleitorais recentes e garante canal direto com o governo federal.

O ministro dos Esportes e senador eleito André Fufuca (PP) sai fortalecido ao somar a vitória nas urnas à manutenção do alinhamento presidencial. Na mesma linha, o deputado federal Juscelino Filho (PSDB) preserva a interlocução construída durante sua passagem pelo Ministério das Comunicações, mantendo o apoio a Lula como trunfo nas negociações da próxima gestão.

O cenário também projeta o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, cujos aliados voltam a defender publicamente um eventual retorno à política partidária para disputar a sucessão de Lula na Presidência da República em 2030.

Os desafios da oposição

No espectro oposto, parlamentares como Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), Josivaldo JP (União Brasil), Aldir Júnior (PL) e Aluísio Mendes (Republicanos) viram frustrada a aposta na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Embora reeleitos para a Câmara dos Deputados, eles iniciam o novo mandato sem a margem de influência que teriam em um governo aliado, precisando negociar com o Executivo a partir da oposição.

Senador eleito com expressiva votação própria, Lahesio Bonfim (Novo) assume um mandato de oito anos na condição de uma das principais vozes oposicionistas no Estado.

No âmbito municipal, gestores que se empenharam na campanha de oposição — a exemplo do prefeito de Tuntum, Fernando Pessoa (PDT) — enfrentam o desgaste político de ver o presidente eleito obter votações expressivas em seus municípios, cenário que pode ter desdobramentos nas articulações para as eleições municipais de 2028.

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A Polícia Federal apreendeu, nesse domingo (25/10), mais de mil ampolas de tirzepatida no Aeroporto Internacional Cunha Machado, na capital maranhense.

A ação ocorreu durante fiscalização de rotina realizada por policiais federais. Durante a inspeção, as equipes detectaram a presença do medicamento acondicionado em caixas, na bagagem de um passageiro.

A Anvisa proíbe a comercialização, a importação, a distribuição e o uso de versões de tirzepatida, que não possuem registro oficial no Brasil, como as chamadas canetas emagrecedoras de marcas estrangeiras ou paraguaias, bem como produtos manipulados irregularmente.

O suspeito foi submetido aos procedimentos legais, e o caso será encaminhado à Justiça.

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Um dos motociclistas tentou ultrapassar o outro e acabou atingindo o pneu traseiro da moto que seguia à frente

Um motociclista morreu em um acidente envolvendo duas motos na Avenida dos Holandeses, em São Luís, nesta segunda-feira (26). A colisão aconteceu no trecho próximo ao Shopping do Automóvel e provocou lentidão no trânsito.

De acordo com informações preliminares da Polícia Militar, um dos motociclistas tentou ultrapassar o outro e acabou atingindo o pneu traseiro da moto que seguia à frente.

Com o impacto, os dois condutores perderam o equilíbrio. Um deles caiu na pista. O outro motociclista bateu a cabeça em um poste e, em seguida, no meio-fio.

Segundo os primeiros relatos, o capacete da vítima saiu durante a queda. O motociclista não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

Equipes da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e da Polícia Militar estiveram na área para atender à ocorrência e organizar o fluxo de veículos. Equipes responsáveis pela perícia também foram acionadas para apurar a dinâmica do acidente.

O trânsito ficou lento no sentido Olho d’Água–Calhau, principalmente para os motoristas que seguiam em direção ao Calhau, à Ponta do Farol e à Ponta da Areia.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identidade da vítima. As circunstâncias do acidente deverão ser esclarecidas após a apuração. (Com informações do Difusora News)

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Luiz Inácio Lula da Silva, 80 anos, foi reeleito neste domingo (25) para seu quarto mandato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Com mais de 98,2% das urnas apuradas, Lula obteve 51,75% dos votos válidos, o equivalente a 64.060.863 votos em uma campanha que tomou fôlego no segundo turno, a partir de uma reação nas redes sociais e de manifestações de rua.

Ele venceu o adversário Flávio Bolsonaro (PL).

Nas redes, Lula adotou um tom mais informal, gravando vídeos em formato selfie e falando diretamente com o eleitor. Mas a grande guinada nesse quesito foi a entrada do deputado André Janones (Rede-MG) na campanha.

Janones criou o grupo “Exército de Lula” no WhatsApp, que reuniu mais de 10 milhões de pessoas e, com a ajuda delas, aumentou o engajamento da esquerda nas redes sociais e amplificou a campanha pró-Lula.

Ao mesmo tempo, a população foi às ruas em atos espontâneos. Movimentos sociais e estudantes organizaram várias mobilizações em dezenas de cidades pelo país. As imagens das ruas tomadas de vermelho ajudaram a dar o tom de uma virada até então inédita no segundo turno.

Propostas
Sua campanha trouxe a promessa de continuidade a políticas adotadas nos últimos quatro anos ou aprofundá-las, com mais investimentos ou alcance.

Entre as propostas do plano de governo de Lula, considerando diferentes áreas de gestão, estão o aumento do salário mínimo sempre acima da inflação, investimento em defesa nacional e a criação de um ministério para a Segurança Pública. A ideia do ministério é garantir a participação da União nas políticas de segurança atualmente geridas unicamente pelos estados.

Seu programa de governo falou em criar “a maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo”. Para isso, prevê investimentos em diagnóstico e tratamento ao câncer com técnicas e equipamentos modernos, bem como a atualização de novos medicamentos quimioterápicos e imunoterápicos.

Na área de educação, Lula prometeu criar novas versões do Programa Pé-de-Meia, como o Pé-de-Meia universitário. O programa Pé-de-Meia foi criado em 2024, em uma versão escolar. Trata-se de um incentivo financeiro-educacional pago pelo governo federal para promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no ensino médio público.

Após enfrentar com soberania o “tarifaço” imposto pelo governo de Donald Trump, Lula reafirmou o compromisso em manter relações equânimes, diplomáticas e comerciais com todos os países do mundo, fortalecendo a economia nacional, com base na industrialização, e buscando novos mercados para exportação.

Biografia
Lula nasceu em 27 de outubro de 1945 em Garanhuns (PE). Antes de ingressar na vida pública, trabalhou como metalúrgico e ganhou projeção nacional ao presidir o sindicato da categoria no ABC paulista durante o processo de redemocratização do país.

Sem curso superior, formou-se torneiro mecânico pelo Senai. A liderança que exerceu nos grandes movimentos grevistas da década de 1970 e a defesa que fazia da democracia durante a ditadura militar no Brasil o inspiraram a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980.

Nos anos seguintes, participou da campanha das Diretas Já e, em 1986, foi eleito deputado federal pelo PT. Lula construiu uma trajetória política voltada à defesa dos direitos dos trabalhadores; à ampliação de políticas sociais; ao combate à miséria e à fome; e à participação do Estado na promoção do desenvolvimento econômico.

Ao longo da história política recente, consolidou-se como uma das principais lideranças da esquerda brasileira e do campo progressista. Também ganhou projeção internacional, sendo reconhecido com uma das mais importantes lideranças mundiais neste século. Disputou a Presidência da República em várias ocasiões, até vencer a eleição de 2002.

Governou o país entre 2003 e 2010, voltou ao cargo em 2023, após ter sido absolvido de condenação no processo envolvendo a Lava Jato, e de ter cumprido 580 dias de prisão. Com a vitória eleitoral em 2022, tornou-se o primeiro presidente da República a ser eleito três vezes para o cargo. E chega, agora, ao quarto mandato. E, segundo ele próprio, será seu último.

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O corpo de um homem identificado como Gean Elias Assunção foi localizado por moradores no último sábado (24), nas proximidades do cemitério da comunidade do Cumbique, na zona rural de Paço do Lumiar, Região Metropolitana de São Luís.

O achado de cadáver mobilizou equipes da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), que isolaram a área para os trabalhos dos peritos do Instituto de Criminalística (ICRIM). O corpo da vítima foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), na Capital, onde passará por exames necroscópicos para determinar a causa exata da morte.

Até o momento, as circunstâncias e a motivação do ocorrido permanecem desconhecidas. O caso foi registrado e será investigado pela Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), da Polícia Civil do Maranhão, que busca esclarecer se a vítima foi morta no local ou se teve o corpo desovado na área do cemitério. Ninguém foi preso até o momento.

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Luís Paulo Braga da Silva, de 36 anos, conhecido como “Paulinho”, foi morto a tiros na tarde deste domingo (25), no bairro Pirâmide, no município de Raposa, região Metropolitana de São Luís.

“Paulinho” ficou conhecido recentemente após se envolver no grave acidente de trânsito ocorrido no dia 7 de julho, na MA-203 (Estrada da Raposa), que resultou na morte da senhora Anayldes Gouveia Ribeiro, de 60 anos.

A Polícia Militar isolou a área do crime e a Polícia Civil, por meio da SHPP, investiga a autoria e a motivação do homicídio. Até o momento, ninguém foi preso.

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