domingo, 7 de maio de 2023

Em Paço do Lumiar, mais de 50% dos cargos de primeiro escalão são ocupados por mulheres

O empoderamento feminino tem produzido bons resultados na gestão administrativa da prefeita Paula Azevedo.

Dos cinco municípios que formam a Região Metropolitana da Grande São Luís, apenas Paço do Lumiar é comandando por uma mulher. Desde 2019, quando assumiu a cadeira, sendo reeleita em 2020, os luminenses estão sob a batuta da prefeita Paula Azevedo(PCdoB).

Muito embora competência não se meça pelo gênero, 10 dos 19 cargos que integram o Poder Executivo são ocupados por mulheres. Esse número foi alcançado na quinta-feira(04), quando a prefeita deu posse a quatro novas gestoras.

Yane Pessoa (Educação), Gabrielly da Silva(Semfaz), Suely Abreu (Desenvolvimento Social) e Herica Araújo (Direitos Humanos) assumiram o comando das respectivas pastas. O quarteto completou o time que já era formado por Danielle Oliveira (Saúde), Flávia Nolasco (Administração e Finanças), Júlia Assunção(Semapa), Elisabete Diniz (Ciência e Tecnologia), Alberlucia Desterro (Meio Ambiente) e Djeane Machado (Planejamento).

GESTÃO DIFERENCIADA

Na onda do chamado empoderamento feminino, é fato que as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço, afinal, trazem exemplos de superação, pois venceram uma série de desafios, como preconceito e as duplas ou até triplas jornadas.

Pesquisas evidenciam três características que se destacam no universo feminino: a atenção aos detalhes, capacidade de resolver conflitos e a tendência à cooperação. A empatia, o aperfeiçoamento de habilidade, o compartilhamento de experiências, a delegação de tarefas e promoção da socialização são outros atributos que tornam a gestão feminina diferenciada.

E assim tem sido no Paço do Lumiar. Todos esses atributos são latentes na gestão. O trabalho administrativo tem fluído não apenas em razão do conhecimento técnico das auxiliares, mas, também, a vontade de fazer, a confiança e autonomia conferida às técnicas, além do desprendimento, sinceridade e serenidade da prefeita.

“As minhas escolhas não foram propositais, deu-se em razão das circunstâncias, mas não posso deixar de enaltecer a equipe feminina pela presteza com que realiza o trabalho em prol do cidadão. Acho importante atuarmos com energia na solução dos imbróglios, contudo sem perder as características inerentes a nós mulheres”, enfatizou a Paula.

DADOS NADA ANIMADORES

Embora sejam mais da metade da população brasileira com maior escolaridade que os homens, o sexo feminino ainda enfrenta obstáculo para ocupar posições de comando no setor público. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) apontou a disparidade entre homens e mulheres no setor público.

O mulheril chegou ao patamar de 59% do total de servidores federais, porém ganham em média 24% menos do que os homens. É uma situação que espelha um quadro mais geral do país.

O Brasil ocupa o 132º lugar no ranking do Fórum Econômico Mundial, na lista de 149 nações, sobre equidade salarial para trabalho similar, formulado em 2018. Um ano antes, ocupava a 119º posição.

O Mapa das Mulheres na política 2023 da Organização das Nações Unidas ressaltou haver, ainda, grande desigualdade entre os dois sexos em postos de liderança. Embora o índice tenha aumentado se comparado ao cenário de dez anos atrás, atualmente apenas 11,3% dos 151 países analisados têm mulheres como chefes de Estado. E apenas 9,8% dessas nações contam com a força feminina em cargos de chefe de Governo.

O percentual de mulheres ministras de Estado é de 23%. O Brasil ocupa a 9ª posição, com 11 ministras no governo atual. Outro estudo, do SEBRAE, apontou que, do total de 30 milhões dos donos de negócios no Brasil, 10,3 milhões são mulheres empreendedoras.

Já em 2021, uma pesquisa da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) indicava que 59% da força do serviço público do Brasil vinham das mãos de mulheres. No entanto, apenas 20% ocupavam cargos de chefia e assessoramento.

Diante dos dados apresentados, conclui-se que o município luminense figura como uma total exceção a regra da grande maioria das cidades e órgãos que compõe a administração pública no País. Por lá, a mulher tem vez e voz.

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