segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Deputado maranhense gasta mais R$ 60 mil com aluguel de carro

Em meio a crise em que vive o país, alguns deputados não poupam na hora dos gastos com despesas. Em uma matéria recente do site UOL, revelou que o deputado Maranhense  João Marcelo (MDB) foi o segundo parlamentar que mais gastou com aluguel de veículos nos últimos seis meses, detalhe, são carros considerado de luxo. O valor gasto com este fim passa de R$ 60 mil. Acompanhe a matéria completa.

IMAGEM DA INTERNET
DEPUTADO FEDERAL
JOÃO MARCELO


“Hilux, Corolla, Mercedes, Jeep Compass. É em carros de luxo alugados a valores acima da média de mercado que alguns parlamentares circulam por Brasília e seus estados de origem. Ao todo, 313 deputados federais gastaram R$ 9,3 milhões com o aluguel de carros nos seis primeiros meses de 2019, o suficiente para comprar cem Corollas zero km ou alugar 4.690 carros a R$ 2.000 cada um.

O aluguel de picapes, SUVs e sedãs de alto padrão segue o mesmo roteiro: parlamentares dispensam as grandes empresas do setor para, com dinheiro público, contratar locadoras desconhecidas. Algumas têm atividades simultâneas bem distintas, como odontologia, geologia e aluguel de veículos. Uma delas funciona no mesmo endereço de um motel.

Em média, os 313 parlamentares que optaram pelo aluguel (200 não alugam) gastaram R$ 30 mil cada um em locações no primeiro semestre. Se cada parlamentar optasse pela diária de um carro popular zero quilômetro com ar-condicionado, seria possível alugar o mesmo veículo por 256 dias a R$ 117 ao dia, incluído seguro e taxa de aluguel de 12%.

O deputado João Marcelo Souza (MDB-MA) gastou R$ 62,2 mil em carros nos seis primeiros meses do ano. Seu preferido é uma Ford Ranger prata modelo 2019. Apesar de pagar R$ 7.600 por mês à Duval Distribuidora de Veículos e Peças, os atendentes da empresa afirmaram ao UOL que ela “não faz aluguel de carro”. “Desconheço essa informação”, afirmou um deles.

IMAGEM ILUSTRATIVA
O deputado afirmou em nota que “o atendente não transmitiu a informação correta”. “O deputado viaja praticamente todo final de semana para diferentes municípios do Maranhão, circulando por rodovias federais, estaduais e estradas vicinais. Por isso, não falamos aqui em luxo, mas sim em segurança, já que uma caminhonete (pick-up) é o veículo mais indicado às suas necessidades.”

O campeão de gastos é Ricardo Teobaldo (Pode-PB), com média de R$ 10.594 reembolsados pela Câmara todo mês com aluguel de carro. Em seis meses, gastou R$ 63,5 mil. Em janeiro, por exemplo, desembolsou R$ 8.000 por um Jeep Compass branco do ano de 2018. Nos meses seguintes, passou a alugar dois carros, uma Hilux vermelha 2018, pela qual paga R$ 7.700 por mês, e um Corolla 2019, por R$ 5.000. A cotação feita pelo UOL estimou em R$ 6.600 o aluguel de uma Hilux modelo 2019, R$ 1.100 mais barato e um ano mais novo. Outra cotação cravou R$ 5.200 pelo aluguel mensal do veículo, R$ 2.500 mais em conta. O Jeep Compass foi avaliado em R$ 3.600 em uma locadora e em R$ 4.800 em outra. Já o Corolla 2019 ficaria R$ 1.500 mais barato: R$ 3.503.

Gasto não é ilegalO dinheiro gasto com o aluguel de carros faz parte da cota parlamentar, um valor mensal destinado a custear os gastos exclusivamente vinculados à atividade de mandato.A verba pode ser gasta com passagens aéreas, telefonia, serviços postais, manutenção de escritório e aluguel de carros e embarcações, por exemplo.

“Este é mais um exemplo daqueles privilégios que não são ilegais, mas são imorais”, afirma Renato Dias, diretor-executivo do Ranking dos Políticos. “Como ‘está na lei’, não poderíamos questionar. O que precisamos é dar visibilidade para este tipo de coisa, para que a população questione e pressione o parlamentar a ser mais responsável no uso do dinheiro público.”Sobre a dificuldade de enc

ontrar algumas empresas responsáveis pelo aluguel dos veículos a parlamentares, Dias afirma que falta à Lei de Acesso à Informação uma “padronização” sobre como os entes do Estado devem prestar contas. “Do contrário, fica muito fácil colocar as informações de forma dissimulada, sem que a devida checagem possa ser feita. É o caso dessas empresas, que mais parecem fachadas para negócios irregulares.” Com informações do UOL

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