quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Nove pessoas já foram presas na Operação Torrentes no Maranhão

           FOTO/REPRODUÇÃO   DO G1 MA                                                                                                       
A Polícia Federal (PF) e Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram na manhã desta quinta-feira (8), em São Luís, a Operação Torrentes II – Círculo de Fogo com o objetivo de desarticular uma organização criminosa formada por empresários e agentes públicos, que são acusados de desviar recursos do Ministério da Integração Nacional (MI) destinados à assistência às vítimas da estiagem no estado do Maranhão.
No Maranhão, nove pessoas foram presas. De acordo com as investigações, foram desviados mais de R$ 10 milhões de reais que seriam usados para o fornecimento de cestas básicas a famílias atingidas pela estiagem nos anos de 2013 e 2014. O dinheiro era desviado através de uma empresa contratada e em seguida, era depositado diretamente na conta dos suspeitos.
Entre os presos estão o coronel do Corpo de Bombeiros João Wanderley Costa Pereira e o primeiro tenente Augusto do César Santos Cutrim, que tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Além deles, se apresentou à Polícia Federal o ex-coronel Carlos Robério dos Santos, que ocupou o cargo de Coordenador Estadual de proteção e Defesa Civil do Maranhão entre os anos de 2009 e 2013. Os suspeitos estão sendo ouvidos na sede da Polícia Federal em São Luís.
Entenda o caso:
A investigação é um desdobramento da Operação Torrentes, deflagrada em novembro de 2017. Na ocasião, foram revelados indicativos de pagamento de propina a servidores da Secretaria da Casa Militar de Pernambuco, que teriam favorecido a contratações de uma empresa, registrada em nome de “laranjas”, para aquisição de produtos para restabelecimento das cidades da Mata Sul do Estado atingidas por chuvas torrenciais em 2010 e 2017. A estimativa é que os convênios investigados somem mais R$ 400 milhões.
Nessa segunda fase da Operação, verificou-se que agentes do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CB-MA) também teriam recebido vantagens indevidas para favorecer a contratação, em 2013, da mesma empresa fraudulenta, para fornecimento de cestas básicas e entrega de filtros de propileno para água em municípios do Estado atingidos por forte seca naquele ano. Os contratos investigados, cujos valores transferidos pelo MI superam R$ 10 milhões, ocorreram a partir de adesão às atas de registro de preços elaboradas pela Casa Militar de Pernambuco.
do G1MA

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